Que óleo lubrificante utilizar: mineral, sintético ou semissintético?

Quando o assunto é manutenção preventiva, a troca de óleo do motor certamente é o item mais lembrado pelos motoristas. Indiscutivelmente, a troca de óleo automotivo é essencial para o bom funcionamento da máquina pois, além de lubrificar as partes internas, o que contribui para a redução do atrito entre as peças, o óleo limpa o motor, garantindo seu bom funcionamento. Usar o lubrificante adequado é fator determinante para o aumento do desempenho do seu veículo.

Hoje vamos tratar sobre os três tipos básicos de óleo de lubrificante: mineral, sintético e semissintético. A diferença entre eles se dá por sua composição química, o que torna cada um mais ajustado às necessidades dos diferentes veículos, como veremos a seguir.

ÓLEO SINTÉTICO

No caso do óleo sintético, o produto final é obtido a partir de processamentos químicos mais sofisticados somados a aditivos. Esse tipo de lubrificante é adotado especialmente em veículos que trabalham sob condições severas de uso tais como trafegar no trânsito das grandes cidades. Conheça a seguir suas principais características:

  • Atende a necessidade dos carros mais modernos;
  • Durabilidade em termos de quilometragem entre as trocas de óleo;
  • Maior economia de combustível;
  • Menor incidência de formação de borra.

ÓLEO SEMISSINTÉTICO

O óleo semissintético, por sua vez, é formado por uma mistura de óleo mineral e sintético, reunindo o melhor dos dois tipos. Esse produto oferece aos motoristas uma alternativa de qualidade a um custo mais acessível que o óleo sintético, com desempenho e durabilidade superior em comparação ao óleo mineral. Por isso, destacamos:

  • Preço intermediário;
  • Durabilidade superior à do óleo mineral.

ÓLEO MINERAL

Originado a partir do refino e processamento de componentes do petróleo somados a aditivos, o óleo mineral hoje é o que tem menor saída no mercado, sendo utilizado apenas em veículos anteriores a década de 90, pois os motores modernos são bem mais compactos e, por isto, necessitam a utilização de lubrificantes mais finos.

Em relação as montadoras atuais em nível mundial não se utiliza mais o lubrificante mineral.

Dentre as características do óleo mineral temos:

  • Atende à necessidade dos carros mais antigos;
  • Menor durabilidade entre os períodos de troca;
  • É o lubrificante com preço mais acessível dentre os três tipos.

PODE-SE MISTURAR MINERAL COM SINTÉTICO?

Vale ressaltar que a mistura de óleo mineral e sintético é uma prática que pode prejudicar a eficiência do processo de lubrificação e ainda causar potenciais danos ao motor. Como vimos, cada óleo possui uma viscosidade sob medida para a necessidade de cada veículo. Usar um lubrificante com viscosidade acima do indicado pode aumentar a exigência do motor, resultando em maior consumo de combustível. Por outro lado, usar viscosidade abaixo da indicada pode resultar em desgaste prematuro do motor.

Agora que você já sabe a diferença entre os três tipos básicos de óleos, saberia dizer também qual a quilometragem do seu veículo hoje? Lembre-se que o período de troca do óleo do motor varia de acordo com o modelo e suas condições de uso sendo, em geral, a cada 5.000 km ou 10.000 km. Na capital paulista, por exemplo, o trânsito é um fator bastante particular que pode influenciar nesse prazo. O anda e para aumenta a temperatura do óleo resultando na perda precoce de sua viscosidade. Na dúvida, consulte sempre o manual do fabricante para ficar em dia com suas manutenções e utilizar o óleo com a viscosidade recomendada para o seu veículo. E se chegou a hora de trocar o óleo do motor do seu carro, faça um orçamento com a gente!